É verdade quando digo que não gosto de celebrar dias específicos. Penso que devemos ter a nossa própria criatividade e valores, para celebrar os dias que fazem mais sentido para cada um de nós, sem nos deixarmos arrastar pelos moldes da sociedade.

Não sei se é do passar dos anos, ou de ter certas etapas da vida, mas os aniversário como outros dias específicos, deixaram de ter a magia que tinham quando era mais novo. E a realidade é que julgo ter perdido a magia cedo de mais. Muitos consideram uma fraqueza de espírito ou não compreendem. Eu considero um ganho. Um nível de maturidade suficiente para saber que existem outros dias para serem celebrados, outros dias até mais importantes.

Pode parecer um contra-senso, mas continuo a celebrar o meu aniversário, mas este celebrar é diferente daquele que era outrora. Não há ânsia por presentes ou surpresas. Não existe a magia de contar os dias. Mas existe sim, o fascínio de estar rodeado de amigos.

Sim, é uma desculpa. Uma desculpa para estar com os meus amigos e a única razão por ainda marcar um jantar no meu dia de aniversário, mas isso vai terminar.

“Let us never know what old age is. Let us know the happiness time brings, not count the years.”

Recentemente comecei a pensar de outro modo, chegou a altura de fazer o meu “statement” e ser coerente na minha visão. Como tal, chega de esperar pelo meu aniversário, não quero esperar até esse dia para estar com as pessoas de quem gosto, porque não têm que existir dias, não têm que existir horas. Têm que existir vontades. E a vontade que eu tenho é de estar com eles, sempre que eu quiser.

Por isso criei esta ideia na minha cabeça – Organizar um jantar num dia alietório e convidar os meus amigos. Entendam que quando digo jantar, digo mega jantar, exactamente como se fosse um aniversário. A minha dúvida agora é a aceitação por parte dos mesmos, mas a fama de irreverente e raro persegue-me por isso julgo que até vão achar normal!

É engraçado porque estou a ver isto tanto como a partilha de uma mensagem e do que é a minha filosofia de vida, mas também quase como que uma experiência social, onde vou observar o comportamento, aceitação e o que pensam relativo a esta minha visão.

E vocês o que têm a dizer?