O que é prometido é devido, e como tal hoje apresento-vos o Charlie, o meu fiel companheiro, neste artigo que já tinha sido prometido à algum tempo.

Como maioria das crianças ou adolescentes de tempos em tempos chateava os meus pais porque queria um cão. Embora as minhas mil tentativas de negociação é claro que este pedido era, infelizmente, sempre rejeitado. Talvez pelas experiências passadas ou porque ainda não tinha maturidade, tempo ou dinheiro para tomar conta de um companheiro de quatro patas.

 

Entretanto algumas coisas mudaram na minha vida e quando ainda estava em casa dos meus pais, consegui convencê-los a receber o Charlie na nossa família.

Este patudo tem agora 3 anos, durante este tempo e ainda agora, desempenha um papel muito importante na minha vida. Quando o Charlie se juntou a nós estava a passar por uma fase complicada com a descoberta de uma doença rara que sou portador, precisava de me distrair, conseguir sair de casa e de uma companhia sempre presente.

 

Pode parecer egoísta mas o Charlie não é apenas o meu companheiro, é também o meu modelo exclusivo e já me confessou querer fazer trabalhos para algumas revistas.

Tornou-se também o meu melhor amigo, sempre fiel (menos com comida) e desafiando-me para correr atrás dele sempre que vamos à rua – Sim porque eu não o passeio, o Charlie é que me passeia.

E depois existem os momentos cómicos que nunca te vais esquecer, como o dia em que já estava a viver sozinho e deixei umas espetadas a descongelar na bancada da cozinha. Quando cheguei do trabalho a bancada estava vazia. Pensei estar a imaginar coisas, mas de facto as espetadas tinham desaparecido. Acontece que ao fm de algum tempo vejo bocados de madeira dos paus da espetada no chão. Quando encontro o Charlie ele está deitado no sofá sem se mexer e com as orelhas super baixas – Culpado!

 

São estas pequenas histórias que também quero partilhar com vocês nos próximos artigos, porque esta criança com trinta kilos tem algumas histórias engraçadas, sobretudo com comida, claro.